Não, não foi no Paquistão, na Arábia Saudita ou na Nigéria, mas sim no Reino Unido. Duas britânicas foram proibidas de usar crucifixos no local de trabalho, sentindo-se vítimas de discriminação religiosa, e decidiram recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de Estrasburgo. "Só aos cristãos é proibido expressar a sua fé. Não vou esconder a minha por Jesus. A British Airways permite o véu islâmico aos muçulmanos e os turbantes aos sikhs", afirmou, revoltada, Nadia Eweida, uma assistente de bordo no aeroporto londrino de Heathrow, onde foi recriminada por usar um crucifixo em 2006. Também Shirley Chaplin, enfermeira, quer o direito de usar símbolos religiosos depois de ter perdido o seu emprego ao fim de 31 anos. O governo de Londres não apoia o recurso e alega que, ao contrário de outras "religiões", o Cristianismo não obriga o uso de símbolos, como se isso fosse uma condição sine qua non para a proibição de crucifixos. O governo diz claramente que "os cristãos não podem usar crucifixos no trabalho" e vai lutar pela sua posição anticristã. Delia Smith, uma apresentadora de TV e católica devota, acusa os neo-ateístas militantes e secularistas devotos de quererem convencer os cristãos de que estes não existem.E assim prossegue a campanha anticristã no continente que muito deve a sua sobrevivência precisamente ao Cristianismo...
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