«O espanhol ficou sem uma referência ética adequada ao perder as suas raízes católicas»

José Luis Oroza é um basco de 34 anos que se converteu ao islão. Hoje chama-se Yusuf Oruza e é o secretário-geral do Conselho Islâmico Basco (CIB) e director técnico da associação Halal Zentroa, uma entidade cujo principal objectivo é promover a alimentação halal, ou seja, produtos que os muçulmanos têm de ingerir sem entrarem em contradição com o Alcorão. "Eu era católico praticante e via o islão como um inimigo a combater. Comecei então a informar-me, a estudar, e pouco a pouco compreendi que era tudo o contrário. E dei um salto para a frente", disse Yusuf, que sucumbiu à falsidade islâmica.
Em entrevista ao periódico Alerta Digital, Yusuf, que vive na localidade de Eibar com a sua esposa Hayar, uma muçulmana de origem marroquina, assegura que no País Basco "a integração é plena": "Aqui em Euskadi, a integração é plena. No geral, os bascos acolhem muito bem o islão". Os objectivos do CIB é implementar a educação religiosa islâmica nos colégios e institutos públicos, a alimentação halal nas cantinas, colégios e institutos, a normalização da construção de novas mesquitas, a efectividade e a organização em termos de matéria laboral no que diz respeito à comunidade muçulmana e a questão dos cemitérios islâmicos. "Somos espanhóis e residimos no País Basco. Por conseguinte, queremos ser enterrados aqui, não num outro país que não o nosso", afirmou. "Penso que é normal que existam receios ante o novo vizinho muçulmano. A Espanha tem sido um país de maioria católica que, desgraçadamente, perdeu grandemente as suas raízes. Uma drástica volta de 180 graus levou a Espanha a passar de um extremo para o outro. De um país assumidamente católico passou a professar um laicismo fundamentalista". Quando questionado sobre o estado actual da sociedade espanhola, Yusuf não teve dúvidas em considerá-lo "penoso": "A sociedade espanhola não arrasta apenas uma grave, gravíssima crise económica, mas também, e atrever-me-ia a dizer principalmente, uma crise moral, ética e de identidade. Como antes dizia, séculos de presença e de base católica nacional foram suprimidas de uma maneira brusca, ficando o espanhol médio sem uma referência ética ou moral adequada. A carência dessas referências éticas, morais e, porque não dizê-lo, religiosas, são as principais razões que levam, não só os bascos, como também o resto dos espanhóis a aproximar-se paulatinamente do islão". Yusuf garante que no País Basco são muitos os que se interessam pelo islão e que o problema que a Espanha tem com o nacionalismo basco será resolvido: "Com a graça de Alá, o conflito basco está em vias de se solucionar e nós, os muçulmanos, imploramos a Alá para que ambas as partes sejam conduzidas à melhor solução para uma convivência pacífica entre todos".
Enfim, com traidores destes o que é que será da Espanha? A Espanha nasceu católica, foi reinada por reis católicos e permaneceu sempre fiel à Santa Igreja de Deus durante séculos. Agora já não é mais católica nem é mais Espanha. Ya no es nada, de hecho...

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