Cientistas da Universidade de Oxford acreditam ter descoberto que o racismo é curável através do propranolol, fármaco que é utilizado em larga escala no tratamento para a hipertensão e no controlo da ansiedade. A substância química bloqueia a activação do sistema periférico nervoso e exerce influência nas áreas do cérebro envolvidas na elaboração de respostas emocionais, incluindo o medo, que se crê estar relacionado com o racismo. Com base num estudo feito a um grupo de 36 voluntários de raça branca, os investigadores concluiram que o medicamento diminui, acentuadamente, o nível de racismo nas reacções a diversos rostos de pessoas de diferentes raças. Sylvia Terbeck, a principal autora do estudo, disse que os resultados "oferecem novas evidências acerca dos processos no cérebro que formam os preconceitos raciais" e sublinhou que no caso da discriminação contra outros grupos étnicos, o racismo subconsciente pode surgir inclusivamente em pessoas com sincera crença na igualdade. Por sua vez, a psicóloga Chris Chambers afirmou que os resultados devem ser examinados com "extrema cautela", não sabendo "se a droga influenciou somente as atitudes raciais ou também a generalidade do sistema cerebral envolvido".Só ainda não percebi o que é que o medo tem a ver com o racismo. Ah, e já agora, só equacionarei a hipótese de acreditar no propranolol se o administrarem também aos racistas anti-brancos e se verificar os mesmos resultados...
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