Dados pessoais dos árbitros de Portugal na Internet

Os dados pessoais dos árbitros portugueses dos campeonatos profissionais de futebol foram publicados na Internet e Bruno Paixão foi o árbitro mais procurado (certamente pelos lagartos). De acordo com a Polícia Judiciária e a lei portuguesa, a divulgação de dados pessoais sem autorização, como é neste caso, é considerada crime e pode ser punida com uma pena de prisão de até oito anos. A publicidade dos mesmos na Internet ou em qualquer outro local também é punida, lembra o Diário de Notícias, jornal que noticiou nesta quarta-feira a existência desta lista online. Os dados de Bruno Paixão tinham sido consultados na manhã de quarta-feira por 1803 pessoas, que assim puderam sacar-lhe os números de telemóvel, a morada, o BI, o NIB, o e-mail e até os nomes dos pais dele. "Estou a ser apanhado de surpresa. Isto é um caso de polícia que tem de ser investigado", disse o árbitro Pedro Proença (será que alguém anotou os seus dados???). Outro dos árbitros visados por esta fuga de informação foi Artur Soares Dias, que dirigiu o encontro Benfica X FC Porto para a Taça da Liga, certamente por parte dos Andrades que ainda querem acreditar que foram roubados na Luz. "Não tenho nada a esconder mas espero que isto seja investigado", disse o árbitro portista.
Os dados já foram retirados da Internet. Segundo o Correio da Manhã, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) apresentou uma queixa na Polícia Judiciária enquanto o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF lamentou o "ataque grosseiro aos mais básicos direitos de cidadania". O presidente da APAF, Gustavo Sousa, admitiu que alguns dos 25 árbitros já receberam telefonemas anónimos. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) abriu um processo de averiguações para apurar a forma como foi acedida e disponibilizada a informação na Internet.

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