
Para quem não sabe, a companhia aérea
low cost Easy Jet concentra desde a passada terça-feira a sua operação no terminal 2 do aeroporto de Lisboa. A empresa agora "tem a operação que queria no terminal 2, há espaço para crescer e também há espaço para que venham outras companhias". "Não procuramos ter um terminal exclusivo, o que queremos é ter uma operação o mais eficiente possível", disse à Lusa o director ibérico da Easy Jet, Javier Gándara. A companhia vai abrir a 19 de Abril a sua base na Portela, onde trabalharão perto de 60 portugueses, cerca de 70% do número total de trabalhadores contratados, e com a abertura da nova base a companhia passará a ter cinco novas rotas: Amesterdão, Copenhaga, Bordéus, Veneza e Astúrias. A Easy Jet já recrutou os 80 funcionários que ficarão afectos à base de Lisboa, a maioria pilotos e tripulantes de cabine. Os trabalhadores terão "contratos locais e vão pagar impostos e Segurança Social em Portugal", o que demostra o "compromisso a longo prazo da Easy Jet", garantiu Gándara. Até à definição da localização definitiva da base da Easy Jet num outro aeroporto, a empresa vai continuar a operar no terminal 2 do aeroporto de Lisboa. "Pensamos que temos espaço para continuar a crescer no terminal 2 durante os próximos anos e, nesse sentido, não temos urgência de ter uma decisão, porque achamos que há espaço para nos desenvolvermos. Consideramos que o terminal 2 tem as características que mais se adaptam às necessidades do nosso modelo de negócio, que procura ter o menor período de tempo possível entre as chegadas e os embarques", reforçou o responsável. A Easy Jet opera em 130 aeroportos e com a abertura da base em Lisboa, a companhia prevê transportar cerca de dois milhões de passageiros e um crescimento de 15% anuais. Em termos gerais, para o mercado português, a Easy Jet prevê um crescimento de 5%.
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