
O terrorista Mohamed Merah já era. Levou um balázio nos cornos quando tentava fugir pela janela da sua casa, no rés-do-chão, armado e a disparar contra as forças de segurança, na manhã de ontem. "Ele saltou da janela com uma arma na mão e a disparar. Morreu quando caiu no chão", disse o ministro do Interior francês, Claude Gueant, que o queria vivo. Merah, de 23 anos (e não 24 como foi inicialmente veiculado pelos média) estava na casa de banho quando 15 agentes do RAID (Unidade Especial da Polícia Francesa) tomaram de assalto a sua casa, 32 horas depois do criminoso muçulmano se ter barricado. Merah trazia vestido um colete à prova de bala e ainda conseguiu ferir 5 agentes. E agora ele já está com o Alá e o Maomé no Inferno.

Nicolas Sarkozy chamou "monstro" e "fanático" ao assassino de Toulouse, defendendo novas medidas para combater o extremismo, e regressou à campanha eleitoral. Segundo o Público, que citou o jornal
Le Monde, a comunidade muçulmana ficou com um cagaçal tremendo com o sucedido. Algumas organizações, como o Colectivo contra a Islamofobia, apelaram para que a campanha não caia numa "histeria islamofóbica" (mas é isso mesmo que tem de acontecer!). Veio-se a saber que afinal Merah estava numa lista do FBI. O
L'Express afirma que ele tentou matar-se em 2008 (então porque é que não se matou mesmo?) antes de estar internado durante 15 dias num hospital psiquiátrico. O mesmo jornal adianta também que os próprios serviços de informação franceses tinham Merah referenciado, o que leva a questionar o porquê dos ataques terem acontecido. A verdade é que esses ataques de Toulouse e a operação desta quinta-feira estão a influenciar mesmo a campanha presidencial e os primeiros indícios apontam para que Sarkozy seja o principal beneficiado. Apesar das sondagens colocarem o xuxialista François Hollande à frente nas intenções de voto, uma sondagem do instituto BVA feita durante a operação policial indica que Sarkozy se aproxima cada vez mais do seu principal rival: Hollande conta com 29,5% das intenções de voto e Sarkozy com 28%, uma diferença inferior aos 5% verificados no mês passado.
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