Movimento ex-testemunha de Jeová

Um grupo de ex-testemunhas de Jeová (ou Javé, ou Adonai...) criou um movimento associativo, ainda numa fase bastante embrionária, com o objectivo de ajudar antigos membros dessa maléfica seita contra a discriminação que estes são vítimas por parte dos que permanecem na criação de Charles Taze Russel. Todos eles criticam a organização da qual fizeram parte durante boa parte das suas vidas. "As pessoas que estão lá dentro são psicologicamente apertadas, digamos que é uma espécie de bullying religioso", disse ao Diário de Notícias César, de S. João da Madeira, que preferiu ocultar a sua profissão "para não ser identificado". Uma das queixas principais é o corte de relações com quem sai da religião, que os ex-membros dizem ir ao ponto de passarem a ser ignorados pelos pais, outros familiares e amigos, como se não existissem ou não os conhecessem (é normal, pois, segundo as testemunhas [ou alibis...], deixaram de fazer parte do grupo dos eleitos...). "Nós não somos contra a 'religião' (religião??), somos contra a discriminação que eles fazem, e as pessoas que saem sentem-se perdidas, sozinhas no mundo", porque quase toda a sua vida girava em torno da seita e isso perde-se. "Eu já não estou com os meus pais há meses e toda a minha família Jeová virou-me as costas", disse outro ex-testemunha de Jeová, de nome Vítor Máximo. "Toda esta luta é por causa disso", reforçou, afirmando que a discriminação "é imposta pelas doutrinas das testemunhas de Jeová". O porta-voz da organização, Pedro Candeias, disse que a respectiva orientação para o corte de relações com quem sai da seita é "um conselho sábio" e não uma "privação de liberdade". Acrescentou também que a "Bíblia Sagrada" (Bíblia Sagrada, o tanas... é a bíblia protestante mas é, com menos sete livros que a verdadeira Bíblia Sagrada!) indica que "quem anda com pessoas sábias torna-se sábio, mas irá mal aquele que tem tratos com os estúpidos". Vítor falou da "tal lavagem cerebral" que existe na seita, tal como em qualquer outra seita protestantóide: "Nunca li um livro, para além dos oficiais da organização". No seu caso, "a Internet foi decisiva para a ruptura" com a seita. César concorda e reforçou que na seita "as pessoas são desaconselhadas a ter Internet, porque os podres estão lá todos": "Quando há qualquer coisa errada, a orientação é para falar com os anciãos e não falar com as autoridades". Também Lídia e o seu marido tecem duras críticas à seita, lamentando o "tempo perdido" e a "revolta" que agora sentem.
Em Outubro do ano passado, Coimbra acolheu um primeiro encontro de ex-testemunhas de Jeová e daí surgiu o Fórum Testemunhas de Jeová, na Internet, para "ajudar pessoas que abandonam" a seita.
Enquanto há vida, há esperança. Muita gente ainda vai a tempo de enxergar a Verdade que só a Igreja de Cristo, Católica e Apostólica, é que tem.

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