O director-geral da BBC, Mark Thompson, confessou sem pudor que a emissora pública britânica jamais gozará com o "profeta" Maomé (que a maldição esteja sobre ele), mas que Jesus Cristo poderá ser, ou continuar a ser, alvo de piadas. Segundo ele, o Cristianismo é tratado com menos sensibilidade do que as outras religiões porque tem "as costas largas" (costas largas?) e por ser a religião dominante, enquanto que o islão é o credo de uma "minoria" que pode sentir-se marginalizada se for ridicularizada. "Uma representação do profeta, principalmente cómica ou degradante, pode ter a força emocional de uma peça grotesca de pornografia infantil", disse. "Com Jesus pode-se fazer comédia porque o Cristianismo tem as costas largas e um menor número de vínculos de origens étnicas", acrescentou, fazendo referência à questão da violência: "Está fora de questão que 'Protesto nos termos mais fortes possíveis' é diferente de 'Protesto nos termos mais fortes possíveis e estou a carregar a minha AK47 (uma metralhadora militar soviética) enquanto escrevo'. Isto aumenta inequivocamente a parada". O caso do homicídio do realizador holandês Theo van Gogh, assassinado por um muçulmano, e das ameaças de morte que há mais de vinte anos pesam sobre o escritor indiano Salman Rushdie, autor do livro "Os Versículos Satânicos", são alguns motivos apontados que contribuíram para que os dirigentes das televisões percebessem que os ataques à seita de Maomé (que a maldição esteja sobre ele) poderiam levar a crimes sérios.Eu diria mesmo que é uma pura atitude dhimmiesca por parte da BBC. O medo do islão matou a liberdade de expressão, um dos valores básicos e fundamentais do mundo livre ocidental...
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