França: as promessas da Direita

Em França, a líder da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, prometeu acabar com o controlo dos bairros por parte de delinquentes, reforçando assim a posição do nacional-socialismo francês em relação à imigração e à delinquência. Quanto aos delinquentes condenados, Le Pen foi peremptória: "Se se lhes dita uma pena, cumpre-se a pena". Se a FN ganhar as eleições, "não se pagará nenhuma prestação social aos delinquentes reincidentes" e serão neutralizados "os cinco mil delinquentes que controlam os bairros". "É impossível integrar uma imigração tão maciça como a que vivemos desde há décadas", acrescentou, falando dos casos de imigrantes chegados em épocas passadas, entre eles os portugueses, e que se integraram perfeitamente no país dos francos. "Que país pode integrar isto?", perguntou quando questionado sobre os dez milhões de estrangeiros que se estabeleceram em França nos últimos 30 anos. Para Le Pen, para a naturalização é preciso haver assimilação, com cursos obrigatórios de língua francesa. A FN propõe também, caso a sua líder vença as eleições, proibir os símbolos religiosos nos espaços públicos em nome do princípio da laicidade e retirar a França do euro.
O ainda presidente e também candidato Nicolas Sarkozy, por sua vez, prometeu acabar com o direito de reunificação familiar dos imigrantes e travar a islamização. Sarkozy afirma que não haverá indulgência para a carne halal e aulas de natação sexualmente segregadas em piscinas públicas para as mulheres do credo de Maomé: "Não há lugar na república para a xenofobia, não há espaço para o racismo... Não há espaço para piscinas com horas para homens e horas para mulheres". "Quem vem com a intenção de não mandar os filhos à escola, de não fazer um esforço de integração, não é bem-vindo em solo francês". Sarkozy criticou também o facto de nas escolas públicas francesas se servir comida de acordo com o rito muçulmano (halal) sem identificação da mesma: "Reconhecemos o direito que todos têm de saber o que estão a comer, seja ou não halal. Gostaria de ver etiquetado o método de abate". E mostrou veia nacionalista: "Temos de respeitar as nossas festividades, as torres das igrejas e catedrais nas nossas aldeias e cidades, os nossos costumes gastronómicos, a nossa moral, como aspectos da nossa civilização, não apenas da nossa religião: a civilização da República Francesa".
Bem, que dizer acerca disso? Que a Direita francesa parece estar mesmo disposta a fazer algo em nome do nacionalismo. Só é pena as sondagens indicarem que o vencedor será o xuxialista François Hollande...

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