Um polémico artigo publicado por dois investigadores no Jornal de Ética Médica defende que os bebés recém-nascidos não são pessoas e que, portanto, podem ser mortos logo nos primeiros dias de vida! Francesca Minerva, académica nas Universidades de Melbourne e Oxford, e Alberto Giubilini, das universidades de Milão e Monash, argumentam que os recém-nascidos, tal como os fetos, não têm um estatuto moral semelhante ao dos adultos, pelo que não podem ser considerados pessoas porque não têm consciência da sua própria existência! Tanto um anormal como outro garante não se tratar de infanticídio, mas sim de "aborto pós-parto" e que só deveria ser autorizado em bebés com doenças e malformações não detectadas durante a gravidez. Outra situação possível é para pais que não têm condições psicológicas ou materiais para lidar com o bebé.O editor do Jornal de Ética Médica, o "grande académico" ateísta Julian Savulescu, afirmou que o infanticídio não é infanticídio, mas tão simplesmente "aborto pós-nascimento", e que quem critica a defesa do "aborto pós-nascimento" é um fanático que utiliza um "discurso de ódio" e que se opõe aos "valores da sociedade liberal". E vai mais longe que os dois investigadores quando disse que o "aborto pós-nascimento" devia incluir também "crianças saudáveis que já nasceram"! Também os ateístas Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris e Anthony Cashmore partilham da opinião de que "uma criança nascida não tem o estatuto moral de pessoa" e que, por isso, "uma criança nascida é irrelevante do ponto de vista moral". Por sua vez, o "grande eticista" Peter Singer, professor na universidade de Harvard, afirmou que "uma criança nascida tem o estatuto de um peixe, e por isso pode ser 'abortada' depois de ter nascido".
Os dois autores da tese já receberam milhares de cartas e e-mails a ameaçá-los de morte. Julian Savulescu condenou as ameaças enviadas à publicação, considerando tratarem-se de uma tentativa de censura inaceitável. Então e o "aborto pós-nascimento" não é aceitavelmente censurável?
Triste mundo, para onde caminhas? Essa escumalha devia era ter sido toda abortada enquanto era tempo!
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