A polémica sobre as eventuais ligações entre membros dos serviços secretos e a Maçonaria, a que se somou a revelação dos líderes parlamentares do PSD, PS e CDS fazerem parte dessa sociedade (seita) secreta (gnóstica), suscitou uma onda de comentários em torno dos maçons assumirem publicamente a sua filiação."Seguramente, os senhores jornalistas conhecem muito melhor a Maçonaria do que eu próprio." (Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD [Assembleia da República])
"O facto de se pertencer à Maçonaria não é um inconveniente, deve ser uma vantagem, quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria, porque o maçon tem de ser, por definição, um homem recto, tolerante, íntegro, acima de qualquer suspeita." (António Arnaut, ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano [TSF])
"Eu acho que, a bem das questões de segurança (que são questões muito delicadas), a única coisa que deve ser secreta é mesmo a actividade desses serviços e dos seus profissionais." (Augusto Santos Silva, ex-ministro da Defesa [TSF])
"Os maçons criaram certas reservas de protecção sempre com medo que uma ditadura se pudesse instalar e que eles pudessem ir, como foram na Alemanha, para os campos de concentração. Agora, penso que o mundo mudou." (Fernando Nobre, ex-cabeça de lista do PSD em Lisboa [SIC])
"Se há maçons que têm responsabilidade nos Serviços Secretos isso é natural, porque os maçons são uma elite que está presente em todas as áreas da sociedade portuguesa." (António Reis, ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano [TSF])
"Maçonaria? Eu estudei nos jesuítas. A minha praia não é bem essa." (Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros [jantar do CDS no Vimeiro])
"O senhor primeiro-ministro, que é um homem que gosta de música, apreciará certamente a lembrança de que há um personagem do Mozart, no Figaro, que é o Querubim, um pajem, que no meio destas confusões todas acaba por repetir no refrão 'já não sei quem sou'." (Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda [Assembleia da República])
Membros da Grande Loja Legal de Portugal controlam Lisboa e Porto, as duas maiores distritais. Objectivo: influenciar escolha de candidatos às autárquicas.
A influência da maçonaria no aparelho do PSD tem crescido nos últimos meses. A maior distrital do País (Porto) tem na sua direcção várias figuras com ligação à maçonaria, nomeadamente o secretário-geral, Ricardo Almeida, e o vice-presidente Miguel Santos.
Na distrital de Lisboa foi eleito para presidente, em Novembro, Miguel Pinto Luz, que garante não ser maçom mas pertencer ao círculo íntimo de Alexandre Picoto, um influente maçom da GLLP e do partido. José Moreno comentou nos últimos dias: "A haver algo em jogo, serão outros interesses que não passam pela maçonaria."
Fonte: DN
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