Escravos sexuais gays

Um artigo escrito por um portal egípcio, Sharifa Ghanem en Bikyamasr, revelou que gays do Quénia estão a ser convencidos a emigrar para certos países islâmicos com promessas de bons empregos quando na verdade destinam-se à escravatura sexual. Também uma revista para homossexuais do Quénia (existe disso no Quénia?!), a Identidad, revelou que gays e bissexuais do país estão a ser atraídos para campus universitários, em particular o da Kenyatta University, de onde são posteriormente convertidos em escravos sexuais e exportados para países como os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e a Arábia Saudita. A grande maioria desses homens são jovens que, devido à crescente taxa de desemprego no Quénia, são facilmente enganados. Muitos deles acabam depois por virar vítimas de tremendos abusos sexuais.
O irónico no meio disso tudo é o facto da homossexualidade ser crime para o islão. Os islamitas chamam os gays de qaum Lut, isto é, "povo de Lot", e em muitas nações islâmicas, como o Bahrein, o Qatar, a Argélia, a Turquia, a Jordânia, o Egipto, o Mali, o Iraque, o Afeganistão ou as ilhas Maldivas, a homossexualidade é condenada com prisão, multas e flagelações. Na Arábia Saudita e no Irão, o castigo para a homossexualidade é a execução pública. No país do Ahmadinejad e dos ayatolahs, já foram enforcados mais de 4000 pessoas acusadas de actos homossexuais, muitas delas menores de idade, mas curiosa e ironicamente, o Irão permite operações para a mudança de sexo desde 1983 - porque o ayatolah Komeini mudou de opinião de um dia para o outro -, sendo mesmo o único país governado pela lei islâmica que permite a transexualidade. Desde 1994 que organizações internacionais de Direitos Humanos, como a Human Rights Watch e a Amnistia Internacional, bem como o Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas, têm andado a condenar as leis que penalizam como grave delito as relações homossexuais entre adultos. De entre todos os países islâmicos apenas a Turquia se viu obrigada a alterar as leis tendo em vista uma hipotética adesão à União Europeia enquanto que os restantes insistem em manter as leis que consideram necessárias para a preservação da virtude e da moralidade islâmica.

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