O Papa Bento XVI condenou anteontem, dia 9 de Dezembro, as políticas dos países que questionam a família como a união entre um homem e uma mulher. "As políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade", disse Sua Santidade diante de 160 diplomatas, incluindo 115 embaixadores credenciados na Santa Sé, na sala régia do Vaticano. Foram as declarações mais fortes alguma vez proferidas pelo Sumo Pontífice sobre o casamento gay, que considera que a educação das crianças precisa de "ambientes adequados", e "o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher": "Essa não é uma simples convenção social e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afectam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade". E acrescentou: "A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo".A Igreja Católica não defende que as tendências homossexuais são pecaminosas, mas sim os actos homossexuais em si, e entende que as crianças devem crescer no seio duma família tradicional, com um pai e uma mãe, coisa que é apoiada inclusive por muitos não católicos. À pala da legalização do casamento gay e também da ordenação de mulheres nas seitas em vários países europeus, a Igreja Católica tem ganho novos convertidos, grande parte deles provenientes da seita anglicana.
O Vaticano mostrou-se também preocupado com a situação das minorias cristãs do Médio Oriente e de África, que precisam muitas vezes de fugir dos seus países por causa das ameaças e perseguições de grupos muçulmanos radicais. "Em muitos países os cristãos são privados dos direitos fundamentais e postos à margem da vida pública", afirmou o Papa, fazendo questão de lembrar o antigo ministro das minorias paquistanês, Shahbaz Bhatti, assassinado em Março do ano passado. "É essencial que a colaboração entre as comunidades cristãs e os governos ajude a percorrer o caminho da justiça, da paz e da reconciliação, onde os membros de todas as etnias e de todas as religiões sejam respeitados", disse ainda Bento XVI sobre o continente africano.
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