Legalização da barriga de aluguer?

Pelo menos é o que propõe um projecto do PSD para a alteração da lei que será votada no dia 19. A dificuldade em provar os pagamentos pela prática da procriação medicamente assistida (PMA) poderá fazer com que ela deixe de ser crime e, ao invés, fazer precisamente com que o recurso à maternidade de substituição seja encarado como um tratamento médico. Ironicamente, as propostas de alteração da lei da PMA apresentadas pelo Bloco de Esquerda e PS prevêem uma pena de prisão de 2 anos ou uma multa de 240 dias para quem fizer do recurso a barrigas de aluguer um negócio (mas então essa chusma esquerdista não devia ser a favor de coisas do género?), isso apesar de cada vez haver mais portugueses a recorrer à PMA sem que a lei portuguesa permita (ainda) este tipo de contratos.
Segundo Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, "só um ciclo de procriação medicamente assistida custa cerca de 10 mil euros e, no total, não fica em menos de 50 mil. Numa altura de contenção e austeridade, em vez de propor ou apoiar políticas de família, o PSD defende a barriga de aluguer. Quem vai ter de pagar tudo isto são o Serviço Nacional de Saúde e os contribuintes". E acrescentou: "Nem sequer o engenheiro José Sócrates se lembrou de ir tão longe".
Ah pois não. Mas legalizou o aborto, que os contribuintes pagam também, e o casamento gay...

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