O presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, concedeu uma entrevista ao jornal Expresso em que afirma que foi apanhado no meio de uma guerra política e que ficou surpreendido com as críticas à decisão de transferir a participação de 56,1% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que detém o grupo Jerónimo Martins (que por sua vez é dono do Pingo Doce), para uma sucursal na Holanda. "Aceito perfeitamente que não gostem daquilo que represento. A iniciativa privada nunca foi nada de que o português gostasse. O que não aceito são ataques pessoais", disse o segundo homem mais rico de Portugal, sustentando que a decisão se deveu à falta de estabilidade fiscal em Portugal e ao facto de a Holanda ser o país que "melhores garantias oferece à iniciativa privada". Garante também que a transferência não foi determinada por questões ligadas a impostos, admitindo no entanto que no futuro haverá vantagens fiscais. As dificuldades de financiamento que encontrava junto da banca portuguesa, que "punha em causa projectos de investimento em Portugal e na Alemanha" foi também um dos motivos apontados pelo dono da Jerónimo Martins.«A iniciativa privada nunca foi nada de que o português gostasse»
O presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, concedeu uma entrevista ao jornal Expresso em que afirma que foi apanhado no meio de uma guerra política e que ficou surpreendido com as críticas à decisão de transferir a participação de 56,1% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que detém o grupo Jerónimo Martins (que por sua vez é dono do Pingo Doce), para uma sucursal na Holanda. "Aceito perfeitamente que não gostem daquilo que represento. A iniciativa privada nunca foi nada de que o português gostasse. O que não aceito são ataques pessoais", disse o segundo homem mais rico de Portugal, sustentando que a decisão se deveu à falta de estabilidade fiscal em Portugal e ao facto de a Holanda ser o país que "melhores garantias oferece à iniciativa privada". Garante também que a transferência não foi determinada por questões ligadas a impostos, admitindo no entanto que no futuro haverá vantagens fiscais. As dificuldades de financiamento que encontrava junto da banca portuguesa, que "punha em causa projectos de investimento em Portugal e na Alemanha" foi também um dos motivos apontados pelo dono da Jerónimo Martins.
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