Padre pára baptizado por causa do padrinho gay

Em Espanha, o padre da paróquia de Nossa Senhora da Conceição interrompeu a celebração de um baptizado depois de ter descoberto que o padrinho da menina de 6 meses é homossexual e que estava casado pelo civil com outro homem, uma união que, recordemos, a lei espanhola permite. O gay em questão afirma-se "católico praticante" (um gay católico praticante? Sodoma e Gomorra não lhe dizem nada? Ou o que São Paulo escreveu em Coríntios 6:9-10?), foi catequista, ajudante na Cáritas e membro de confrarias! A família da menina não se conforma: a mãe, Dolorez Muñoz, garante que foram cumpridas todas as exigências feitas pela Igreja: "Perguntaram se os pais e os padrinhos são baptizados e crismados. Depois se estão casados e respondemos que sim. Nunca pensámos que teríamos que avisar que ele era casado, mas com um homem. Ele cumpria as normas" (o quê? Nunca pensaram que teriam de avisar que o homem é casado com outro homem? Então não sabe essa gentalha ignorante que a Igreja só aceita casamentos entre pessoas de sexos diferentes?). O caso chegou ao arcebispo da província de Jaén que, por sua vez e através de um comunicado, apoiou o padre e explicou que o padrinho "católico" precisa de ter uma "vida congruente". "Esclarecemos que este tema para evitar os juízos sobre uma suposta discriminação na actuação do sacerdote, que apenas reitera a necessidade de cumprir a normativa eclesiástica universal", pode ainda ler-se no mesmo comunicado. A família de ignorantes vai agora levar o caso para tribunal e conta desde já com o inevitável, e esperado (como é óbvio...), apoio duma associação LGBT, a Colega (Colectivo de Gays, Lésbicas e Transexuais), que considerou a decisão da Igreja "uma homofobia sacerdotal".
Os cães ladram e a caravana passa...

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