Novidades da direitinha

Houve júbilo por parte da direitinha a propósito das palavras do primeiro-ministro realtivamente à emigração dos professores. Eu não desejo aos povos de língua portuguesa tanto mal que lhes queira dar com os nossos professores excedentários em cima, mas isso é outra conversa. O engraçado é ver a direitinha perorar sobre o novo mundo, a mudança e blá, blá. O velho discurso, porque nisto tão fossilizada é a nova direitinha como o velho esquerdalho. Mas calculo que para eles emigrar seja uma coisa fácil e simples. Provavelmente não terão família que os ature, de tão inchados pela vaidade, e como experimentaram as delícias do estrangeiro em algumas viagens ao que consideram os seus centros de civilização e cultura calculam que emigrar e viver lá por fora é algo de muito agradável, "tipo" erasmus ou viagenzinha a relatar em livro ou a contar aos amigos da mesma laia por entre uns copos em bar da moda.

A Cidade do Sossego


A propósito da emigração de professores

Algumas almas sensíveis ficaram indignadas com os comentários do primeiro-ministro sobre as oportunidades para professores fora de Portugal. Tal como todos aqueles que se recusam a ver a realidade, acham que pode haver uma solução política que altere os factos. Em Portugal há muitos anos que nasce cada vez menos gente. Isso inevitavelmente resulta numa diminuição no número de alunos no sistema de ensino. Apesar dos melhores esforços dos burocratas da 5 de Outubro no sentido contrário, a matemática ainda é uma ciência exacta.

O Insurgente

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