O anti-racista que não compreende as mulheres

Nesta imensa blogosfera existe um blogue de um senhor qualquer de Aveiro, conhecido no meio virtual por bagaco (ou será bagaço?), cujo título é "não compreendo as mulheres" (lembro-me de o ter visto naquele programa da tarde da SIC, da Conceição Lino). É basicamente um blogue em que o homem escreve umas entradas divertidinhas que vós podeis à partida imaginar qual é o tema.
Sucede, porém, que ele há uns dias atrás escreveu uma entrada em que fala da Emma West, a já famosa mulher racista do metro de Londres que vai passar o Natal no xilindró (e assim se priva o seu filho pequeno da sua companhia numa data tão importante). Começa o bagaco por dizer, e subscrevo totalmente, que "o racismo não é estúpido apenas pelo ódio que se tem a outras pessoas, mas também pela gratuidade do seu espírito corporativista". Acontece que a mulherzinha se preocupa apenas com o estado em que se encontra o seu país (os polacos também são pretos?!) e deu a voz por todos os cidadãos britânicos que querem que o seu país deixe de ser invadido por hordas e hordas de invasores alógenos terceiro-mundistas que aplicam a ditadura das minorias à maioria (isso sim, é o verdadeiro racismo). Trata-se de uma questão de justiça e de respeito para com os cidadãos nacionais do país. Ainda por cima gente como eu defende a preservação da diversidade da espécie humana (raças, etnias, etc. - o quê, só existe uma raça humana? O bagaço anda a bater forte, só pode!) contra as políticas assassinas do multiculturalismo tão do agrado das hostes esquerdistas (ah, o bagaco é do Bloco de Esquerda... mais palavra para quê?). O excesso de miscegenação destrói a própria diversidade - é isso que os anti-racistas querem? Ah, sim, pensando bem, deve ser, deve... é que assim deixaria mesmo de haver raças e etnias, logo deixaria de haver racistas! Muito bem visto, sim senhor...

Às tantas na sua entrada, o bagaco dá-nos o brilhante exemplo dos desgraçados da Etiópia, habitantes de "um dos países do planeta com problemas mais graves de fome entre a sua população", país miserável esse "que arrendou este ano ao Reino Unido uma área agrícola equivalente à do distrito de Lisboa durante cinquenta anos por cerca de... setecentos euros por mês (um preço abaixo do de um apartamento minúsculo no centro de Londres). Nesta área enorme, latifundiários ingleses estão a produzir soja, óleo de palma, algodão e açúcar para, imagine-se, exportarem para a própria Etiópia. Por causa deste negócio que visa apenas enriquecer os bolsos de alguns, poucos, milionários britânicos, foram relocalizados pelo governo daquele país africano cerca de quinze mil etíopes que viram a sua pobreza extrema ainda mais agravada". E porque é que os próprios etíopes não produzem soja, óleo de palma, algodão e açúcar na sua própria terra que é para não precisarem de depender de terceiros? É por serem pretos? Mas não pode ser, pois os brancos e os pretos (ou gente de outra raça) são iguais... não são? Logo também são capazes de produzir, não são? E continuou: "É possível que alguns desses etíopes se vejam obrigados a deixar os seus lares e tenham que emigrar para Londres onde, apesar de escravizados num emprego de merda qualquer, sempre vão arranjando qualquer coisa para comer. É possível também, claro, que um desses etíopes encontre depois no metro um mulherzinha destas, alguém que se irrita com a presença de pessoas doutra cor e se ache no direito de as ofender". Ou seja, não querem trabalhar na sua própria terra para virem para o Ocidente comer o que é dos brancos, tal como diziam os pretos em relação aos brancos em África quando ainda existia o colonialismo, e depois ainda esperam ser recebidos por todos de braços abertos e com um sorriso no rosto (estendam, já agora, a passadeira vermelha aos gajos...)?! O bagaco pelos vistos esqueceu-se de falar das maravilhas duma coisa que é o Estado social e principalmente das injustiças que são cometidas constantemente contra o povo nativo dos países ocidentais em detrimento desses alógenos...
E depois ainda diz ele, num dos comentários, que se preocupa com o bem estar das pessoas. Claro! O multiculturalismo criminoso resultante da importação em massa de seres infra-humanos provenientes do Terceiro Mundo para o Ocidente contribui realmente para o bem estar das pessoas, não haja dúvidas! Aliás, não existem crimes cometidos por imigrantes ou filhos destes no Ocidente! Se dizem o contrário é porque são uma cambada de racistas filhos da mãe. Como tal, não existem crimes cometidos por alógenos em localidades altamente africanizadas como, por exemplo, Monte Abraão, Bela Vista (Setúbal), Charneca da Caparica, Monte de Caparica, Loures, Damaia ou Massamá. Pergunto eu se esses não são exemplos evidentes de racismo... Ah, claro que não, pois o racismo é ignorância!
A ignorância é mesmo uma coisa lixada! Ainda que fosse só em relação às mulheres...

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