Itália: austeridade e lágrimas

O novo governo italiano liderado por Mario Monti adoptou um novo plano de austeridade para combater a crise da dívida soberana, estimada em 24 mil milhões de euros, com cortes na despesa pública e no aumento dos impostos. Para começar, Monti já veio dizer que vai abdicar do seu salário de primeiro-ministro e de ministro das Finanças: "No momento em que exigimos sacrifícios a todos os cidadãos, parece-me ser meu dever renunciar ao meu salário". Por sua vez, a ministra do Trabalho, Elsa Fornero, não conseguiu conter as lágrimas quando anunciou as novas regras que penalizam o sistema de pensões. As pensões superiores a 960 euros serão congeladas.



Susanna Camusso, secretária-geral da principal confederação sindical italiana, já veio denunciar as novas medidas de austeridade como "socialmente incomportáveis" e "um golpe muito duro para os reformados".
É a crise, né?

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