Segundo o Correio da Manhã, uma auditoria externa realizada entre 1998 e 2011 revelou que o Grupo Sporting está em falência técnica, uma vez que o activo do clube não chega para pagar o passivo. Segundo o documento, as dívidas de financiamento ascendiam, em Março de 2011, a 276 milhões de euros e o Grupo apresentou prejuízo em quase todas as épocas, em grande parte relacionado com o futebol profissional, cuja margem bruta está, em média, 33 milhões de euros abaixo do ponto crítico. Os custos com o pessoal são de cerca de 30 milhões de euros por ano, sendo que 75% destes gastos são encargos com treinadores e jogadores. O Grupo Sporting está muito dependente da banca e a SAD está mesmo obrigada a reter 20% das receitas de venda de passes de jogadores para pagamento de empréstimos até ao total de 15 milhões de euros. O clube pagou, em 2010, 11 milhões de euros em juros e a solução passa por um aumento de capital da SAD, com a entrada de investidores estrangeiros. Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral, disse ao CM: "Seria uma óptima solução. Confio no presidente Godinho Lopes." Os bancos com os quais o Sporting tem assinado o acordo de reestruturação financeira (BES e BCP) já não podem dar mais crédito e tem havido negociações com potenciais interessados na SAD. A construção do novo estádio e do Complexo Alvalade XXI aumentou as dívidas de financiamento do clube, fazendo o défice disparar para 72 milhões de euros.O presidente leonino, Godinho Lopes, já anunciou que tem uma solução financeira que já foi apresentada ao Conselho Leonino, dizendo que pretende aumentar as receitas para 70 milhões de euros no espaço de três anos e frisando que pretende seduzir investidores externos, sem pôr de parte a hipótese de o clube perder a maioria das acções da SAD. "Já anunciámos uma solução ao Conselho Leonino, relativamente à SAD, que tem uma situação líquida negativa. A CMVM tem conhecimento de que estamos a estudar soluções, e quando esta estiver materializada comunicaremos à CMVM e aos sportinguistas. Independentemente da procura de um parceiro exterior ao Sporting, também estamos a validar uma solução fechada para apresentar à CMVM e aos accionistas", revelou Godinho Lopes na conferência de imprensa de esclarecimento sobre a auditoria às contas do clube. "A minha preocupação é encontrar condições, através de um parceiro, nacional ou estrangeiro, exterior ao Sporting, para que possa comprar as VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) e garantir tesouraria para esta época e a próxima. O equilíbrio só se vai verificar no terceiro ano. É uma aposta que fiz e tenho a certeza de que vou levar a carta a Garcia", acrescentou. O presidente do Sporting exclui as verbas resultantes da venda de jogadores e os prémios de presença na Liga dos Campeões dos tais 70 milhões de receitas previstos para 2014, e aponta quatro rubricas fundamentais para alcançar o objectivo: quotas (em Abril será lançada uma campanha com o objectivo de chegar aos 200 mil sócios - vá, agora copiem o Benfica e façam os kits...), merchandising (renegociação do patrocinador dos equipamentos desportivos), direitos televisivos (já negociados) e formação/Academia (a questão do ‘naming' está em cima da mesa). Segundo ele, os "buracos na tesouraria deste ano e do próximo" deixarão de existir em 2014.
Com um passivo total de 375 milhões de euros, será que o Sporting Clube de Portugal vai deixar de ser um "Clube de Portugal"?
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