Adopção por casais gays chumbada

A adopção de crianças por parte de casais gays foi chumbada no Parlamento. Como era de esperar, a maioria dos deputados dos partidos de Direita votou contra os dois projectos, de eliminação das cláusulas existentes na legislação que proíbem a adopção de menores por casais homossexuais, apresentados pelos desmiolados do Bloco de Esquerda e do partido "Os Verdes". O mais irónico foi o PCP ter também votado contra, ainda por cima por todos os seus deputados. O PS viu a sua bancada praticamente dividida. Entre os votos socialistas favoráveis estiveram os de figuras de primeiro plano como o ex-secretário-geral Ferro Rodrigues, pai da apresentadora da TV Rita Ferro Rodrigues, o ex-líder parlamentar Francisco Assis e o ex-ministro Vieira da Silva. No PSD, houve nove votos a favor e duas abstenções e no CDS/PP houve um voto (quem terá sido o cromo?) a favor e uma abstenção em relação aos dois projectos.
Os bloquistas e os "verdes" defendiam que se trata de acabar com uma discriminação (aham...) porque não é a orientação sexual que determina se uma família tem condições para adoptar uma criança, e de reconhecer direitos constitucionais, destacando ainda o Bloco que Portugal é o único país que permite o casamento homossexual mas proíbe a adopção a estes casais. As duas bancadas falaram na defesa do "superior interesse das crianças" (o quê??), referindo que milhares de menores vivem em instituições à espera de serem adoptados por uma família (sim, por uma família).
Mas como é que dá para contornar o problema de uma criança ser educada por duas personalidades masculinas, ou duas femininas? Sim, porque homem e mulher são diferentes, transmitem valores e sensibilidades diferentes. Um homem é sempre um homem e uma mulher é sempre uma mulher, e as crianças precisam é de um pai e de uma mãe!

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