Na Ucrânia, um jornal local da cidade de Ternopil apresentou na sua primeira página uma foto em que aparece uma mulher a ser assediada por dois oragotangos para desse modo representar uma luta entre imigrantes árabes e africanos por causa de mulheres ucranianas, com o título: "Árabes e negros lutam pelas nossas prostitutas". Na foto aparece, ao fundo, um grupo de estudantes africanos sentados à mesa. Os estudantes africanos residentes em Ternopil aproveitaram logo para se fazerem ouvir, alegando racismo. Um representante dos estudantes africanos desabafou assim: "Não sei realmente porque é que eles dão vistos a estudantes africanos, uma vez que eles claramente não nos querem cá. Quero que os pais em África saibam que devem parar de mandar os seus filhos para aqui. Na universidade somos excluídos. Na minha turma, nós, os estudantes africanos, sentamo-nos sempre uns ao pé dos outros - poucos estudantes ucranianos falarão connosco." (...) "Fora da universidade é ainda pior. Normalmente vou direito para casa porque é perigoso andar na rua à noite. Os negros são insultados e atacados o tempo todo. Vivemos com medo. Não há muito tempo, estava eu a vir do supermercado e um grupo de homens deitou-me abaixo e bateu-me repetidamente. Foram-se embora quando comecei a gritar. Não tem sentido relatar isto à polícia - a primeira coisa que dizem sempre que um africano passa pela porta é 'Vamos deportá-lo'".Na Europa é oito ou oitenta. Estou a ver que o multiculturalismo ainda não chegou em força à Ucrânia, ao contrário do que acontece nas antigas potências colonizadoras do velho continente...
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