
O novo governo espanhol está de parabéns: o executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular, vai aprovar uma nova lei do aborto que eliminará o sistema de prazos. Assim, o aborto só será permitido em Espanha em caso de violação, mal-formação do feto ou caso coloque em risco a vida da mulher. Quem confirmou isso foi o ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, garantindo assim a defesa dos direitos do feto. Na terça-feira, o ministro tinha anunciado as alterações à actual lei do aborto, que permite a interrupção voluntária da gravidez sem alegar qualquer causa. A proposta do governo é um sistema de despenalização do aborto com base em alguns "pressupostos", insistindo que não será um regresso à legislação anterior e que se trata de procurar corrigir os defeitos que as últimas duas leis apresentam. Até agora, o governo espanhol apenas tinha confirmado uma alteração à lei, a da exigência de consentimento paternal em casos de jovens de 16 e 17 anos que pretendam abortar, o único elemento referido pelo PP durante a campanha eleitoral. Gallardón explicou que a reforma da lei vai-se inspirar na defesa do direito da vida, segundo a doutrina definida pelo Tribunal Constitucional.

PS.
Se estivesse para nascer hoje, Albert Einstein teria sido abortado, porque uma ecografia apresentaria uma malformação no lóbulo cerebral esquerdo!
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