Muçulmanos querem a conversão do bispo

No Paquistão, cerca de 700 cristãs são, segundo as estatísticas de uma ONG sediada em Hong Kong, a Asian Human Rights Commission, violadas por muçulmanos e forçadas a converter-se à seita islâmica como forma dos muçulmanos procederem à limpeza étnico-religiosa. O crescimento do extremismo e da intolerância dos muçulmanos paquistaneses em relação aos cristãos, que são tratados como se não fossem paquistaneses, é de tal maneira que até o próprio bispo católico de Faisalabad que é o presidente da Conferência Episcopal Nacional Paquistanesa e o director da Cáritas do Paquistão, monsenhor Joseph Coutts, natural de Amritsar (Índia Britânica), já foi pressionado a abandonar a sua Fé para aderir ao culto do ídolo pagão árabe do quarto crescente. Numa recente entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o bispo falou da crescente intolerância pelos cristãos e do aumento do ódio islâmico que alimentam muitos livros que são usados nas escolas paquistanesas. «É logo na escola que as crianças sofrem pressões para se converterem ao islão. Eu próprio recebi cartas em que me convidavam a abandonar a minha religião», disse. «Aqui (no Paquistão), as minorias sempre estiveram em desvantagem, mas nunca tanto como agora». No Paquistão vivem cerca de 180 milhões de pessoas, sendo que 1,2 milhões delas são católicas. A Igreja Católica é a instituição que conduz a maior parte dos serviços sociais, educacionais e sanitários. A diocese de Faisalabad tem a seu cargo 82 escolas, «estruturas que beneficiam todos os paquistaneses, seja qual for a sua fé». A intolerância no Paquistão atingiu proporções epidémicas na medida em que até os muçulmanos que não são suficientemente muçulmanos chegam a ser assassinados: «Eles estão dispostos a tudo, a matar e a morrer. E muitos muçulmanos que estavam com eles foram também assassinados».
O homem de Fé tem esperança de que as coisas um dia mudem para melhor: «Os extremistas não são senão uma minoria e, apesar das enormes dificuldades, a Igreja Católica continuará a promover serviços para o bem estar da sociedade». Já eu infelizmente não acredito que o Paquistão possa alguma vez vir a ser de facto um país civilizado...

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