516 novas famílias carenciadas por mês

De acordo com presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, desde o início de 2011 surgiram 4645 novos agregados familiares que pediram ajuda à instituição católica, ou seja, uma média mensal de 516 novas famílias carenciadas. A Cáritas Portuguesa atendeu 28 mil famílias, "o que significa dizer que todos os meses, em média, três mil famílias vieram bater-nos à porta", sublinhou Eugénio da Fonseca. As pessoas que pedem ajuda são pessoas com baixos rendimentos, desempregadas e com dificuldades em pagar a habitação (tendo muitas delas deixado de pagar as rendas e voltado a viver com os seus pais). "Muitas, apesar de se manterem empregadas", estão neste momento confrontadas "com o aumento de despesas e a diminuição dos rendimentos", entre eles funcionários públicos, pensionistas e pessoas que acabaram por perder o direito ao Rendimento Social de Inserção. "Quando começarmos a gerar empregos, estou convencido de que muitas destas pessoas não voltarão a ter trabalho, porque os empregos que vão surgir estarão ligados às novas tecnologias", alertou o responsável da Cáritas Portuguesa.
Muita gente fala mal da Igreja Católica a torto e a direito por tudo e por nada, mas o que é que seria de Portugal - já nem digo do mundo! - se não existissem estas benditas instituições católicas que se calhar deviam apenas e só ajudar os que são católicos de verdade e que precisam de ajuda? Há mesmo muita hipocrisia e incoerência neste mundo...

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