Fez ontem 20 anos que ocorreu o massacre de Santa Cruz em Timor. Nessa data fatídica, militares indonésios (muçulmanos) abriram fogo sobre a multidão no cemitério. Segundo números do comité 12 de Novembro, 2261 pessoas participaram na manifestação, 74 foram identificadas como tendo morrido no local e 127 morreram nos dias seguintes no hospital militar ou em resultado da perseguição das forças ocupantes. Os restos mortais da maior parte das vítimas continuam desaparecidos. A Amnistia Internacional apelou, em comunicado divulgado à imprensa, aos governos de Timor-Leste e da Indonésia para investigarem e levarem à justiça os responsáveis pelo massacre: "Ambos os governos têm de investigar e levar à justiça todos os responsáveis pelos assassínios, desaparecimentos forçados, uso excessivo da força e outras violações dos direitos humanos durante a manifestação pacífica". Segundo a organização, o número exacto de mortos, desaparecidos e feridos durante o massacre e o rescaldo permanece desconhecido, embora se estime que mais de 200 pessoas tenham sido mortas e cerca de 400 feridas: "A Amnistia Internacional insta as autoridades timorenses e indonésias para iniciarem imediatamente uma investigação independente, imparcial e efectiva aos acontecimentos no cemitério de Santa Cruz de 12 de Novembro de 1991, que deve ser feita no âmbito de uma investigação mais ampla aos graves crimes cometidos entre 1975 e 1999".20º aniversário do massacre de Santa Cruz
Fez ontem 20 anos que ocorreu o massacre de Santa Cruz em Timor. Nessa data fatídica, militares indonésios (muçulmanos) abriram fogo sobre a multidão no cemitério. Segundo números do comité 12 de Novembro, 2261 pessoas participaram na manifestação, 74 foram identificadas como tendo morrido no local e 127 morreram nos dias seguintes no hospital militar ou em resultado da perseguição das forças ocupantes. Os restos mortais da maior parte das vítimas continuam desaparecidos. A Amnistia Internacional apelou, em comunicado divulgado à imprensa, aos governos de Timor-Leste e da Indonésia para investigarem e levarem à justiça os responsáveis pelo massacre: "Ambos os governos têm de investigar e levar à justiça todos os responsáveis pelos assassínios, desaparecimentos forçados, uso excessivo da força e outras violações dos direitos humanos durante a manifestação pacífica". Segundo a organização, o número exacto de mortos, desaparecidos e feridos durante o massacre e o rescaldo permanece desconhecido, embora se estime que mais de 200 pessoas tenham sido mortas e cerca de 400 feridas: "A Amnistia Internacional insta as autoridades timorenses e indonésias para iniciarem imediatamente uma investigação independente, imparcial e efectiva aos acontecimentos no cemitério de Santa Cruz de 12 de Novembro de 1991, que deve ser feita no âmbito de uma investigação mais ampla aos graves crimes cometidos entre 1975 e 1999".
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