Bryon Widner é um ex-racista membro de um gangue de skinheads que passou 16 anos a esmurrar pretos, a embebedar-se e a tatuar o corpo com caveiras, suásticas e outros símbolos, tornando-se um dos mais perigosos skinheads dos Estados Unidos. A sua avó, alcoólica, com quem vivia, dizia-lhe sempre que ele jamais seria alguém na vida. Acontece que, em 2006, Bryon casou com Julie, também ela uma skinhead na altura, e tiveram um filho. O momento em que viu o seu filho nascer fez mudar de forma radical a sua vida: "Nesse dia vi Deus". A partir daí acabaram-se as bebedeiras, a pancadaria e o racismo. Tinha acabado de fundar uma família e, pela primeira vez na vida, quis trabalhar e sentir-se útil. "A primeira vez que se pega num bebé... É um tipo de amor que é difícil expressar", disse Bryon, acrescentando que o racismo deixou de fazer sentido. Abandonou o grupo dos skinheads, mudou de cidade e removeu todas as tatuagens que tinha no corpo graças à organização Southern Poverty Law Center, que investiga e luta em tribunal contra os skinheads, que conseguiu angariar 25 mil euros para as 25 sessões de remoção das tatuagens que duraram 16 meses. No fim de cada sessão, Bryon gemia de dor com a pele queimada pelo laser. "Agora sei o que os negros sentem quando são discriminados pela cor da pele", afirmou.Nunca é tarde para mudar para melhor. Todas as tatuagens são fatelas mesmo.
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