Uma maioria absoluta histórica da democracia espanhola conduziu o PP de Mariano Rajoy ao poder. O PP obteve 186 mandatos num total de 350 do Congresso de Deputados, órgão que terá mais três partidos que na legislatura anterior. Rajoy já se declarou "presidente de todos" e prometeu trabalho já a partir de segunda-feira. "Governarei ao serviço de Espanha e dos espanhóis procurando que, em nenhuma circunstância, ninguém se sinta excluído da tarefa comum. Os únicos inimigos serão o desemprego, o défice, a dívida excessiva, o estancamento económico e tudo aquilo que mantém o nosso país nestas críticas circunstâncias", disse.Por seu lado, o candidato socialista à presidência do Governo espanhol, Alfredo Rubalcaba, assumiu que o PSOE "não teve um bom resultado" e acrescentou que os socialistas perderam "claramente as eleições". A Convergência e União (CiU) da Catalunha aumenta a representação parlamentar de 10 para 16, com a Esquerda Unida (IU) a registar um dos crescimentos mais significativos, de 2 para 11 deputados. A quinta força política em termos parlamentares é a coligação da esquerda abertzale (patriótica) basca Amaiur, com 7 deputados, seguindo-se o PNV (Partido Nacionalista Basco) com 5 deputados (tinha 6) e a União Progresso e Democracia (UPyD) com 4 (tinha 1), mais 1 que a Coligação Canária (que aumenta de 2 para 3 o seu apoio). Com 95,90% dos votos contados, a UPyD - que participou pela segunda vez em eleições gerais - obteve 4,74% dos votos, o que lhe confere 5 deputados e a possibilidade de ter grupo parlamentar próprio, levando Rosa Díez, a líder da formação política, a celebrar os "extraordinários" resultados obtidos que considerou o "princípio do fim do bipartidarismo" no país vizinho.
E assim parece que o esquerdume vai perdendo terreno um pouco por toda a Europa...
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