Milhares de indignados manifestaram-se de forma (supostamente) apartidária, entre eles revolucionários da treta com boinas e t-shirts com a fronha do Che Guevara (vá-se lá saber porquê, né?), contra as medidas tomadas pelo governo e pelo fim da precariedade, do desemprego, da corrupção e do capitalismo. A organização aponta para 100 mil pessoas na manifestação de Lisboa e mais uns quantos parolos no Porto (25 mil, segundo a organização), em Coimbra, em Braga, em Faro, em Évora e em Angra do Heroísmo. "Passos, ladrão, não levas um tostão" foi o principal slogan gritado nas ruas, mas houve também referências à troika e ao anterior governo (a sério? Alguém se lembrou do José Sócrates?). Ao contrário dos confrontos violentos verificados em Roma (que resultaram em pelo menos 70 feridos), por cá não houve incidentes graves (ou muito graves, vá). No Porto os manifestantes cortaram o cabo da bandeira nacional que está no mastro da câmara municipal e houve incentivos à queima da bandeira (xiiii traidores da pátria...). Estudantes, desempregados, reformados, famílias, para além da já citada chusma esquerdista, exigiram uma maior democracia (para quê? Não votam mesmo na altura das eleições...) e o fim do capitalismo (querem o comunismo, pois...). Ouviu-se "A dívida não é nossa" como justificação (mas permitiram que isso acontecesse, pois...).Não tenho pena nenhuma dessa gente. Portugal só tem aquilo que merece. Indignem-se à vontade, pá!
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